Hoje acordei pensando em “SE” matar!
Não, não tive um surto de ignorância e depressão.
Não quero “ME” matar. Quero realmente “SE” matar.
Não quero essa morte fugaz. Não vou me jogar na linha do
trem ou dar um tiro no peito.
Quero matar alguém que não sou, mas está dentro de mim.
Quero acabar com essa pessoa estranha que coabita em meu
ser.
Quero por fim nesse sofrimento tão grande, que muitas vezes
é maior do que eu.
Pensei em acabar com a vida dessa pessoa que não tem tempo
de ligar para os amigos e familiares distantes.
Pensei em aniquilar esse eu que quer mudar o mundo, esse eu
que quer salvar a humanidade e nem mesmo consegue viver bem consigo mesmo.
Pensei no que fazer para tirar a vida desse ser e cheguei a
seguinte conclusão: Não posso, não quero!
Vou tentar criar uma trégua com “ele”, dar um voto de
confiança e acreditar que “ele” pode mudar.
Vou acreditar que “ele” vai passar a ter mais consideração
com as pessoas, perdoar com mais facilidade do que criticar e que vai olhar o
mundo de uma forma mais amena.
Vou ficar em paz com ele... melhor... serei seu amigo, o
levarei para sair, para viajar e terei conversas em silêncio com “ele” e sei
que irá me compreender.
Quem sabe assim, hoje ao dormir eu não queira mais “ME”
matar.
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